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GENTE DA PAZ

A arte de empreender está presente em duas gerações

10/11/2020

O termo empoderamento deriva da palavra inglesa empowerment, ou seja, capacidade do indivíduo de realizar por si mesmo as mudanças necessárias para que possa transformar a sua realidade, se desenvolver e evoluir. Parece fácil. Mas, definitivamente, não é. Tanto que apenas 4% dos cargos de liderança no Brasil, em especial os de CEOs - Chief executive officer, são ocupados por mulheres. A situação se agrava quando a mulher nasce em um país subdesenvolvido, na periferia, é negra e mãe. Elas têm dupla jornada. O nível de escolaridade delas é maior do que a dos homens. Ainda assim, recebem 30% a menos, de acordo com o Estudo "Estatísticas de Gênero: indicadores sociais das mulheres no Brasil", desenvolvido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE.

Mesmo diante das dificuldades, as mulheres são especialistas em abrir pequenos negócios. Para muitas delas, empreender é a única alternativa. Quem vê a goiana Maria Helena Rodrigues no salto 15, liderando mais de 300 colaboradores, com 10 unidades presentes no Estado de Goiás e uma em Uberlândia-MG, não faz ideia da sua árdua jornada. Ela é uma referência nacional no segmento funerário e um exemplo de empreendedora. Já são 42 anos à frente do Grupo Paz Universal, formado por funerárias, clínicas médica e odontológica. “No Início cabia a mim fazer de tudo: vender, receber, administrar, treinar e exercer o ofício de agente funerário a qualquer hora do dia ou da noite. Sacrifiquei muito a convivência com a minha família. Mas, sabia que dependia do meu esforço para eu mudar a minha realidade. Quando comecei, o preconceito era maior. Pois, o papel da mulher era cuidar das obrigações domésticas”, relembra.

Quando Maria Helena Rodrigues deu início ao seu negócio, em 1978, o Brasil passava por muitas turbulências econômicas e sociais. Foi preciso muita determinação para fazer o negócio crescer e prosperar. “Nossos vendedores batiam de porta em porta, enfrentando chuva, sol, poeira e os tabus inerentes ao segmento. Eu pensava nos desafios que ainda estavam por vir, mas desistir não era uma opção. Olhava para minha filha e ela me dava forças para prosseguir. Hoje, vejo um futuro ainda mais promissor com novas expansões e conto com o empenho de Ruskaya. Ela administra a Clínica Medpaz e está à frente dos projetos de inovação do grupo”.

É bem complexo conciliar a rotina administrativa da Clínica Médica Medpaz e os projetos de inovação com as demandas da psicanálise, área de formação de Ruskaya Maia. “Ninguém disse que seria fácil. Então, não criei nenhuma expectativa neste sentido. Cresci vendo minha mãe trabalhar arduamente e sempre soube que este também seria o meu legado, que hoje honro e tomei como missão. Para assumir a responsabilidade dignamente busquei me qualificar em administração e me cerco de excelentes profissionais. Não acredito em receitas de sucesso. Acredito nas pessoas e no que elas podem realizar juntas, desde que tenham condições de fazê-lo. Eu incentivo o diálogo, a troca de experiências e faço questão de ir às unidades para tomar um café com a equipe. Creio que este é o caminho para liderar, dividindo responsabilidades e compartilhando melhores resultados”, ressaltou.

As empresárias acompanham as tendências globais defendidas pela ONU – Organização das Nações Unidas relativas à equidade de gênero e ao empreendedorismo feminino. Dentre as inovações gerenciais, o Grupo aposta na qualificação e no treinamento de mulheres para que estas venham assumir cargos de liderança. Zela pela igualdade de oportunidades, inclusão e não discriminação, oferecendo aos colaboradores, homens e mulheres, as mesmas condições de trabalho e ganho. Repreende com veemência toda as formas de assédio. “Muitas vezes me senti sozinha. Hoje, me sinto vencedora e espero deixar uma equipe ainda mais afinada e comprometida com os nossos valores ao passar o bastão”, Maria Helena Rodrigues.

Empreendedoras por excelência possuem uma determinação singular e desprezam palavras como procrastinação, dependência e inércia. Buscam respeito porque sabem que o sucesso é um jogo de eliminar falhas, seja no comportamento, seja na prestação de serviços. “Num mundo onde ainda vigora o preconceito, a melhor arma é a competência. O meio corporativo ainda é um ambiente bastante hostil para as mulheres, mas jamais será dentro do Grupo Paz Universal. A nossa essência e a nossa força são femininas”, Ruskaya Rodrigues Maia.

 

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